25 de Abril também é cigano!
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Hoje, dia 25 de abril de 2026, 52 anos depois da revolução dos cravos, e após esses anos de democracia, um partido da assembleia da república (LIVRE) convida a portuguesa cigana OLGA MARIANO, Presidente da nossa associação para as comemorações do 25 de Abril!
O 25 de Abril também é “cigano” não por uma razão formal, mas por aquilo que a data representa — e pelo impacto direto que teve nas comunidades ciganas em Portugal.
Antes da Revolução dos Cravos, durante a ditadura do António de Oliveira Salazar, as comunidades ciganas viviam sob forte discriminação institucional: vigilância policial, limitações à circulação, dificuldades no acesso à escola, à habitação e ao trabalho. Havia um controlo social muito apertado e poucas possibilidades de participação cívica.
Com o 25 de Abril, há uma mudança estrutural:
Fim da repressão e maior liberdade: as pessoas ciganas passam a ter, pelo menos em teoria, os mesmos direitos fundamentais.
Constituição de direitos: a Constituição da República Portuguesa consagra igualdade, proíbe discriminação e reconhece direitos sociais (educação, saúde, habitação).
Abertura à participação: surgem associações ciganas e maior visibilidade política e cultural.
Possibilidade de reivindicação: o 25 de Abril dá espaço para que as comunidades ciganas possam lutar pelos seus direitos e reconhecimento.

Ainda assim, é importante dizer: o 25 de Abril não resolveu automaticamente a exclusão histórica. Muitos problemas persistem até hoje — discriminação, desigualdade no acesso à educação ou emprego — mas foi o ponto de partida para que essas questões pudessem ser discutidas publicamente.
Por isso, quando se diz que o 25 de Abril “também é cigano”, está-se a afirmar que:
a liberdade conquistada inclui as comunidades ciganas;
e que essa data abriu caminho para a sua luta por dignidade, direitos e reconhecimento.



